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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O verdadeiro castanho



Olhei no espelho e minhas pupilas estavam dilatadas, o castanho estava tão perto de mim. Lembrei-me daquele trecho de  música da Legião que diz a”Tempestade é da cor dos seus olhos castanhos”.Procurei a tempestade dentro da imagem refletida de meus olhos.Ambos começaram a piscar ,inquietos, por se sentirem fitados por mim.
Pareceu que os olhos me buscavam me enxergam por dentro. enquanto  que eu esforçava-me com demasiado encanto enxergar o castanho e o escuro dos olhos.Procurava alcançar o fundo.O que estaria guardado lá?
Nos olhos, os meus olhos, presos no espelho.
Seria uma tempestade de apenas chuvas?
Receio que não, conhecendo a natureza daquele campo de visão.
Seriam, por certo, tornados.
Tornados que tornavam o olho em olho.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Abelha camuflada

Dedicado à Melina Garcia Gorjon

Entre tantos zumbidos e murmúrios, ela voava.

Persistia.

Voava levemente, sem planos de vôo...

Entre zig e zags, continuava solitária sua doce jornada.

Sem destino, apenas movida por seus desejos.

Era pequena, mas tinha sonhos de Mel como toda Abelha.

Atraída pelas flores que a evocavam delicadamente com suas cores e aromas.

Era uma abelha escondida, quase sempre distraída.

Tinha altivez em seu planar.

Suas asas pareciam dançar.

Era uma abelha bela, sofrida....

Exalava cheiro de baunilha.

Raros são aqueles capazes de encarar os olhos grandes daquela açucarada voadora,

Era ela muito rápida e incapaz de captura.

Eram poucos que conseguiam perceber a pinta em seu semblante de Abelha.

Tinha expressão terna de menina, abelhinha.

Fêmea auto-gerada.

Partenogênese consumada.

Tinha força de Abelha Rainha.

Encanto majestoso.

Nobre de uma colméia libertaria.

Muitos a temiam...

Medo da abstrusa ferroada.

Eu há muito a esperava...

Desejava sua companhia de Mel.

Minha Abelha querida.

Resguarde a ferroada,pois dela brota a eterna partida.....

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cristalino





Vou morrer nos seus olhos, menina
Não há tempo de me salvar
Vou correr pros seus olhos como luz
Na sua íris me afogar.


Minha vida passando na sua vista
Você nem pisca
Lacrimeja e se irrita.


Cristalino, cristalino


Pois agora é muito tarde
Já estou na sua retina
Se o pensamento não lembrar
Vou morrer nos seus olhos, menina.


Cristalino, cristalino.


CHINA