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sábado, 19 de novembro de 2011

Aquela Ilusão

Os pés ,as pernas,os braços,as mãos:partes integradas que formam o cojunto de mim mesma.EU.

Eu aquele que de não mais esperar, passou a procurar.

A busca que por si só se justifica, no caminho que surpreende.

Às vezes preciso da ilusão de que ainda sou importante.

Passo dias e dias sem nada falar, enterro-me em meu casulo,oco de barulho porém abarrotado de vida.

Residindo em minhas próprias barragens, sendo existência em minhas correntezas.

Densa no reservatório de toda minha essência.

Nem ao menos sei em que esquina deixei o meu vazio. Quando fui corrompida por uma ilusória plenitude. Queria regressar aos belos encontros deixados na rua anterior.

Talvez o vazio não fosse um estar em mim, mas o todo.

Repleta ou não, em partes estou aqui, e hão de surgir aqueles que me desconheçam mais de perto.

Às vezes preciso de ilusões...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Os prolongamentos do corpo


Surge com o gesto

Que umedece os lábios

Aquece a boca

Brota um beijo.

Entrelaçam-se os dedos

Tocam-se as palmas

Mãos que deslizam

Mãos que se alisam

Pele que percorre

O enlace do abraço

O toque que promove

O arrepio.

O frisson

Que se estendem por toda a superfície

Nuca e ombros

Sorriso.

A tez mármore

Veias verdes

As pintas que desenham o corpo.

Os pés que brincam

Escondem-se

Caminham pelas trilhas

Das pernas.

A essencialidade das saboneteiras

O gosto do pescoço

As curvas da orelha.

Corpos que se acham

Reconhecem-se

Exploram...

O doce segredo

O verso estendido

Nos corpos aliados.

Alados ,prolongados.

domingo, 21 de agosto de 2011

Minhas Mulheres


Boca de vermelho tinto

Cabelos curtos, cabelos longos

Negros, loiros, ruivos...


Mãos novas, mãos enrugadas

Hermanas, amigas!

Mãos dadas!


Amazonas, fadas

Princesas, estrelas

Guerreiras!


Entre mil Sofias e Alices

Lágrimas negras.

Águas-vivas!


Abraços prendidos

Perfume, gineceu

Doce deleite.


Maçãs douradas

Mulheres ousadas

Segredos dentre as saboneteiras.


Compreensão materna

Colo de amiga

Guardiãs,sacerdotisas!


Violento veneno

Força femínea

Delicadeza ardilosa.


Amoras

Margaridas

Meninas.


Nos seios o mistério

O íntimo que palpita

Por todos os desejos.


Minhas mulheres....




segunda-feira, 21 de março de 2011

Promessa


Era mês de Julho, em um dia tipicamente de inverno, as nuvens deixavam o céu muito alvo,transmitindo uma claridade branca sem Sol.Lá fora parecia estar muito frio,o vento soprava fortemente no exterior da janela; resultando em um assovio suave.
Ela estava deitada em sua cama, seus cabelos brancos formavam cachos (que sem dúvida um dia foram negros) que caíam sobre o travesseiro delicadamente.Ela tinha a pele fina e algumas rugas ao redor dos olhos que muito falavam dela.
Ele estava sentado na beira da mesma cama a olhá-la, estava ali há horas, só conseguia pensar nela e em seus medos.
Os dois acompanharam-se durante a vida quase que inteira ,conheceram-se quando jovens e seguiram juntos pelos anos adentro.No entanto mais forte do que o tempo que envolvia-os era o modo como se conheciam.Compartilhavam lembranças,histórias e perdões.Entre brigas e afetos.circundados entre dificuldades e calmarias,tudo para agora estarem junto ali.
Ele como ela, também tinha traços da idade, com vestígios de expressões crônicas em seu rosto,a testa franzida e poucos fios brancos, Porém continuava a ter o mesmo olhar,o mesmo desenho que recortava o formato de seus olhos castanhos claros.
O perfume dela era doce e ele respirava aquele aroma com muito familiaridade,ele conhecia todo seus detalhes daquela mulher,e apreciava suas imperfeições.
Não havia explicação, sobre a importância que um tinha para o outro.
Ela o olha, com calma e paz e faz menção de quem vai falar algo:
-Não larga minha mão nunca tá?
Ele corre ao encontro de sua mão,que estava repousada ao lado de sua cintura,ao redor de seu corpo .Os dedos dele entrelaçam-se com os dela,fazendo um elo,a pele fica cálida.
Ele diz:
- Jamais largarei.
Ela fecha os olhos e adormece.