"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada." Clarice Lispector Clarice Lispector
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Doce de nuvem
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Ecoando passos

Será que dá jeito depois?
Quem vai querer?
Ouvir tocar a valsa que não fiz?
O mesmo lamentar de outrem
A severa nota a riscar
Como quem não quis
Era velha valsa sim
Retumbava por aí
Pótrm,nunca inagurará em mim.
Eu quis.
Mas quem mais quisera assim?
Ele não a tocara...
Cantei em solo.
Foi assim.
Assim que foi.
Ecoando entre motriz
Vós sabe que sim.
Mesmo que quiserás não
Quimerás?
Quisera a mim?
Entere milhares
Eu era a mil.
Era vil.
Deveria cessar
Mais nada entoar.
sábado, 19 de novembro de 2011
Aquela Ilusão
Os pés ,as pernas,os braços,as mãos:partes integradas que formam o cojunto de mim mesma.EU.
Eu aquele que de não mais esperar, passou a procurar.
A busca que por si só se justifica, no caminho que surpreende.
Às vezes preciso da ilusão de que ainda sou importante.
Passo dias e dias sem nada falar, enterro-me em meu casulo,oco de barulho porém abarrotado de vida.
Residindo em minhas próprias barragens, sendo existência em minhas correntezas.
Densa no reservatório de toda minha essência.
Nem ao menos sei em que esquina deixei o meu vazio. Quando fui corrompida por uma ilusória plenitude. Queria regressar aos belos encontros deixados na rua anterior.
Talvez o vazio não fosse um estar em mim, mas o todo.
Repleta ou não, em partes estou aqui, e hão de surgir aqueles que me desconheçam mais de perto.
Às vezes preciso de ilusões...
