"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada." Clarice Lispector Clarice Lispector
quinta-feira, 7 de março de 2013
Disfarce de cetim
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Na beira da varanda
domingo, 15 de julho de 2012
Sempre ia
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Doce de nuvem
domingo, 11 de março de 2012
Postergação

Gosto do gosto
Do sonho
De quando acordo
Tendo dormido
Ao seu lado
Gosto de fruto
Do seu rosto
No meu rosto
Deixando tudo fosco
Enquanto reclamo
Que ainda é pouco
Tudo,o todo.
O todo,tudo.
Quero o gozo do corpo
Com o cheiro elevando
Ficando cada vez mais composto
Sendo tudo nulo
Posto que é apenas um sonho.
Com gosto de acordado.
Lutando pra não ser morto.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Ecoando passos

Será que dá jeito depois?
Quem vai querer?
Ouvir tocar a valsa que não fiz?
O mesmo lamentar de outrem
A severa nota a riscar
Como quem não quis
Era velha valsa sim
Retumbava por aí
Pótrm,nunca inagurará em mim.
Eu quis.
Mas quem mais quisera assim?
Ele não a tocara...
Cantei em solo.
Foi assim.
Assim que foi.
Ecoando entre motriz
Vós sabe que sim.
Mesmo que quiserás não
Quimerás?
Quisera a mim?
Entere milhares
Eu era a mil.
Era vil.
Deveria cessar
Mais nada entoar.
sábado, 19 de novembro de 2011
Aquela Ilusão
Os pés ,as pernas,os braços,as mãos:partes integradas que formam o cojunto de mim mesma.EU.
Eu aquele que de não mais esperar, passou a procurar.
A busca que por si só se justifica, no caminho que surpreende.
Às vezes preciso da ilusão de que ainda sou importante.
Passo dias e dias sem nada falar, enterro-me em meu casulo,oco de barulho porém abarrotado de vida.
Residindo em minhas próprias barragens, sendo existência em minhas correntezas.
Densa no reservatório de toda minha essência.
Nem ao menos sei em que esquina deixei o meu vazio. Quando fui corrompida por uma ilusória plenitude. Queria regressar aos belos encontros deixados na rua anterior.
Talvez o vazio não fosse um estar em mim, mas o todo.
Repleta ou não, em partes estou aqui, e hão de surgir aqueles que me desconheçam mais de perto.
Às vezes preciso de ilusões...
domingo, 18 de setembro de 2011
(Im)Paciência

quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Por que me sinto boba.

Por que me sinto boba.
Percebo-me tola diante dos múltiplos universos ao meu redor, completamente boba; repleta da mais legítima inocência. Atinjo e persisto esse estar gracioso, que contorna o meu ser.
Sinto-me boba por que amo, e amo muito e quase tudo. Boba pois contemplo,sugo cada minúcia e retribuo com numerosos suspiros afetuosos.Pois amo abobada,diante da vida que experimento.
Boba, não vejo, mas sim enxergo.
Boba, perco o sono e me atraso.
Boba,entrego-me, ao todo e inteira.
Erroneamente boba. quando sorrio para aqueles de quem desconfio, obstante toda prudência.
Nem imaginam como é fácil frustrar um bobo.
Magoada finjo nada sentir, exalando uma fortaleza implacável que muitas vezes duvido me habitar.
De fato não sei se outros percebem em meus olhos o aglomerado de incertezas e palpitações, disfarço abarrotada de sagacidade.
Mas ainda me faço de boba para ludibriar os que tentam me iludir, quando alicio afirmativa diante de uma límpida mentira.
Espero que sendo boba possa ser mais feliz na minha malícia. Afinal o bobo também pode ser O lobo.
Como um parvo, falo espontaneamente o que sinto,abrindo absolutamente meu fluxo de pensamento. Entre idéias e devaneios: um amontoado de bobagens, em demasia sem sentido que cansam ouvidos enfastiados...
Boba,por perguntar coisas que não quero saber a resposta.
Boba por esperar...
Boba por acreditar, no que de fato não possui nenhuma verossimilhança com a realidade.
Boba, nas horas que tenho vontade de abraçar e me contenho,ainda mais gravemente tola quando calo diante do que anseio dizer.
Boba nas vezes que não sei onde colocar as mãos e inquieta entrelaço os dedos em meus cabelos, debilmente.
Ainda falta tanta argúcia.
Muito boba por que amo...
Estupidamente boba por perdoar.Irreparavelmente boba por nunca esquecer.
Confesso-me e condeno boba. Boba, por que vivo não apenas existo.


